quinta-feira, 9 de julho de 2009

Semana 16 - 03/07 a 10/07- Reflexão do Semestre 2009/1- "EDUCAÇÃO"


A educação não parte só dos professores, mas de todos aqueles interessados na importância da transmissão de aprendizagens.
Devemos ver a escola como espaço de aprendizagens, descobertas e inovações do aluno e do professor.
Urgentemente devemos ver a necessidade de uma reformulação completa do papel entre professor e aluno, uma vez que a relação de respeito ao mestre construída ao longo de séculos parece não mais fazer efeito nos dias de hoje.
Cito: Adorno,"...evitar uma nova Auschwitz..."
E Paulo Freire,”...a escola era pra ser um cenário em que conflitos são tratados, mas em nem uma hipótese com agressões...”
Todos estão envolvidos neste processo, procurando o diálogo, audácia, coragem, insistência, clareza e transparência em tudo que se faz em prol de um ensino de qualidade que tanto almejamos.
Refletir constantemente o que se deve fazer e o que se faz para que este processo realmente se concretize.

Semana 15 - Preparação Workshop - PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS


Pro dia nascer feliz: Documentário brasileiro dirigido por João Jardim retratando as adversidades enfrentadas pelo adolescente brasileiro na escola.
O filmes apresenta situações vividas em sala de aula. Apesar de tratar muitas vezes de outros contextos culturais e de faixas etárias provavelmente diferentes daquelas com que trabalhamos, as cenas retratadas são comuns em qualquer espaço educativo. Portanto, independente do contexto e da faixa etária, o importante é compreender os casos que se apresentam e que envolvem as aprendizagens, as relações entre alunos e alunos, entre alunos e professores, a mediação, a escola como instituição educadora e tantos outros aspectos que assistimos ao longo do filme.
Selecionei e descrevi uma cena do filme “Pro dia nascer feliz” que contemplasse o maior número de conceitos do quadro apresentado;Inclusão, Identidades, Diversidades, Discriminação,Necessidades Educacionais Especiais, Estigma, Autoria,Preconceito, Etnia,Cooperação,Princípios morais,Aprendizagens,Convivência,Autonomia, Desenvolvimento,Conflitos.
Destaco as cenas de Valéria, 16 anos, uma menina pobre sonha em estudar e ser alguém, embora talvez não vá conseguir. Moradora da cidade de Manari, no sertão de Pernambuco, que destaca que a realidade do povo do nordeste realmente é muito dura, mas mesmo assim há cultura na pobreza entre outros renomados autores, lê Carlos Drummond de Andrade, “Ausência”, escreve textos e poesias incríveis. Tanto que os professores dela não acreditam que ela é quem escreve. Chegam a dizer “você copiou isso de algum lugar que você leu!”. A mesma relata que: “Eu deveria ter uma péssima impressão da vida se não fosse a paixão que tenho pela arte de viver“, últimos versos de um poema de Valéria.
Acredito que estas cenas da menina Valéria, melhor representa o contexto escolar e sua diversidade de expressões que diz respeito a nossas atividades dentro e fora da sala de aula e às situações que os alunos convivem, envolvendo preconceito, precariedade, violência e ao mesmo tempo, a expectativa de construir um mundo melhor e não lhes é permitido esta oportunidade, com professores descrentes na potencialidade e capacidade do aluno produzir aprendizagens.

Semana 14- 16/06/2009 -Relações entre textos de Kant e Adorno



Fazendo a releitura dos textos de Adorno e Kant, comparando as relações entre os dois filósofos, proporcionou a compreensão do meu modo de ver a educação.
Para Adorno, é inacreditável que uma cultura como a nossa hoje munida de várias grandezas tecnológicas, que podem estar a favor da informação repita o episódio de Auschwitz. E mais inaceitável ainda, é criar hipóteses para justificar o ocorrido. No texto de Adorno, o mesmo procura advertir que a principal meta da educação deve ser a de evitar que Auschwit se repita. Que a barbárie continuara existindo enquanto permanecer aos fatos que levaram a Auscwitz.
Pois num mundo onde a pressão social, a falta de autonomia e de auto-determinação são fatores que desencadeiam condições favoráveis as barbáries, acreditamos que para sanar ou amenizar estes fatos, temos que conquistar esta autonomia e o poder para a auto-reflexão e autodeterminação para não cair novamente ou participar desta barbárie. Acredito que atuando sem senso crítico, onde muitas pessoas se deixam levar por diferentes caminhos, muitas vezes, por sua ingenuidade, ou se deixam explorar pelos outros estaremos favorecendo a barbárie. Temos que ser audazes, enfrentando desafios sem medo do que possa acontecer.
Kant valorizou a educação nos aspectos, intelectuais, moral e religioso, A educação familiar baseada na formação do indivíduo, e atribui à escola, outras afinidades. Kant se preocupou com a conduta do homem, pensando no bom cidadão, e no homem disciplinado. Uma educação sobre a formação, humanista, igualitária e moral. A educação moral é a forma mais apropriada para aproximar o homem de sua perfeição.

domingo, 14 de junho de 2009

APRENDER


\"Michel Serres fala que para podermos aprender, é necessário se deslocar de nosso lugar seguro e entregar-se a possibilidade de um outro lugar. É necessário partir para aprender. “Partir exige um dilaceramento que arranca uma parte do corpo à parte que permanece ligada à margem de nascimento, à proximidade de parentesco, à casa e aos costumes próprios do meio, à cultura da língua e à rigidez dos hábitos” (idem, p. 23). Na aprendizagem é preciso recusar-se um pouco de si, se entregando ao conhecimento do outro, à possibilidade do movimento de outrar-se para voltar a si . Não se aprende na passividade, só na atividade, se exige esforço, desejo, necessidade. Para viajar, necessitamos determinação e ser afetado pela viagem. Como diz Serres, “quem não se mexe não aprende nada”.
Muitas vezes temos que nos munir de muita garra, coragem e percistências no processo de ensinar e aprender.
No cotidiano escolar nos deparamos com inúmeras experiências que nos servem como aprendizagens, para ensinar e aprender. Acredito que é sendo flexível diante das mudanças.Ter flexibilidade é abraçar as circunstâncias da vida e o fluxo das mudanças; saber conscientemente quando as coisas não estão seguindo o caminho ansiosamente esperado e planejado e sabiamente mudar de curso. É saber também que existem inúmeros pontos de vista em uma determinada discussão e infindáveis formas de se enxergar uma mesma realidade.
Michel Serres cita:\"Nessa viagem/aprendizagem, aluno e professor se transformam na convivência, mas essa transformação só pode ocorrer se ambos permitirem aprender, ou seja, que nessa viagem seja permitido um perturbar o outro, desencadeando transformações que só poderão ser pensadas a partir de seus efeitos, ou seja, não podem ser planejadas com antecedência. Nesse sentido, na rede de conversação construída na vivência da educação, está presente um emocionar nas relações presentes.\"
A aprendizagem acontece por meio da conduta ativa do aluno, que aprende quando faz alguma coisa e não simplesmente por ver o professor fazendo, e os dois se permitindo adquirir aprendizagens mútuas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Desenvolvimento Moral


“Jean Piaget, a partir de observações minuciosas de seus próprios filhos e de várias outras crianças concluiu que estas, ao contrário do que se pensava na época, não pensam como os adultos: certas habilidades ainda não foram desenvolvidas.”
Para ele, os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais. Assim sendo, podemos concluir que esse processo requer tempo.
Para que estas interações aconteçam, há a ocorrência de processos de organização interna e adaptação e essa ocorre na interação de processos denominados assimilação e acomodação.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

CONSTRUÇÃO DE UM MAPA CONCEITUAL


A aula presencial da interdisciplina, Psicologia II, do dia 2/6, foi muito rica e possibilitou a organização, a representação através dos mapas conceituais, e aconstrução de novos conhecimentos na interação com os colegas do PEAD. Nessa aula, trabalhamos em conjunto com a interdisciplina Seminário Integrador, no estudo e elaboração de mapas conceituais, uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento, onde os conceitos aparecem dentro das caixas, seguidos pelas flechas e verbos de ligação que une os conceitos, completando a linha de pensamento.
Para a elaboração dos mapas, trabalhamos em pequenos grupos onde relacionamos alguns conceitos da teoria piagetiana tais como: ação, acomodação, adaptação, aprendizagem, classificação, assimilação, conservação, construção, desenvolvimento, equilibração, esquema, estádio, estrutura, inteligência, interação, operação, operatório concreto, operatório formal, representação, pré-operatório, reversibilidade, sensório motor, seriação e transformação.
Os mapas foram construídos pelos grupos que levaram para a aula, alguns materiais para o trabalho nessa aula, como, canetinha, tesoura, régua, lápis de escrever, lápis de cor etc. e o mesmo trabalho, apresentados na aula presencial.
“O mapa conceitual, baseado na teoria da aprendizagem significativa de Ausubel [2000],é uma representação gráfica em duas dimensões de um conjunto de conceitos construídos de tal formaque as relações entre eles sejam evidentes. Os conceitos aparecem dentro de caixas nos nós do grafoenquanto que as relações entre os conceitos são especificadas através de frases de ligação nos arcosque unem os conceitos. A dois ou mais conceitos, conectados por frases de ligação criando umaunidade semântica, chamamos de proposição. As proposições são uma característica particular dosmapas conceituais se comparados a outros grafos similares como os mapas mentais. De acordo comNovak [1984] o eixo vertical expressa um modelo hierárquico para os conceitos onde os mais gerais ouinclusivos aparecem na parte superior e os mais específicos nas partes inferiores. Safayeni [Safayeni etal, 2003], contudo, advoga que os mapas conceituais cíclicos, ou seja, não hierárquicos, podem ser maiseficazes para uma representação mais dinâmica do conhecimento permitindo uma maior possibilidadeconfigurações de um mapa conceitual, tanto na sua topologia como no tipo de frases de ligação.”
Fonte(s):
Ítalo Dutra, Léa Fagundes, Alberto Cañas. Mapas Conceituais

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Os indios no Brasil


Os povos indígenas brasileiros de hoje são os sobreviventes e resistentes da história de colonização européia, estão em franca recuperação do orgulho e da auto-estima identitária e, como desafio, buscam consolidar um espaço digno na história e na vida multicultural do país.
Para muitos brasileiros brancos, a denominação tem sentido pejorativo, resultado de todo o processo histórico de descriminação e preconceito contra os povos nativos da região. Para eles, o índio representa um ser sem civilização, sem cultura. Incapaz, selvagem, preguiçoso, traiçoeiro. Para outros ainda, o índio é um ser romântico, protetor das florestas, símbolo da pureza, quase um ser como o das lendas e dos romances.
É necessário reconhecer, valorizar e respeitar a identidade étnica específica de cada uma das sociedades indígenas em particular, compreender suas línguas, sua cultura, e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais. Isto significa o respeito pelos direitos coletivos especiais de cada uma delas e a busca do convívio pacífico, por meio de um intercâmbio cultural, com as diferentes etnias.